A questão do aborto no Brasil

Enviada em 23/11/2018

Dilema Ético

A interrupção da gravidez, ou o aborto, acontece quando, por variados motivos, uma mulher decide parar o processo de gestação, anulando a vida de um ser humano sem meios de defesa. Existem dois lados por serem avaliados: O lado da criança e o lado da mãe. É lícito que se assassine alguém para eliminar o que seria considerado um problema? É lícito que se deixe em estado clandestino uma mulher que deseja praticar o aborto?

Primeiramente: o aborto no Brasil é legalizado, quando se tratar de estupro ou, quando a vida da mãe estiver sob risco. Portanto, se alguém recorre à clandestinidade para que seja realizado o aborto, existe algum outro motivo, talvez, coerção por algum violentador ou familiar que não concorde com a gravidez. Qualquer número sobre abortos clandestinos, deve ser ignorado. Se é clandestino, não se tem como saber o que acontece ou quantos acontecem. Portanto tratar-se-á apenas do que é legal ou, que se quer colocar dentro da legalidade.

Sobre o Supremo Tribunal Federal tentar intervir nesse âmbito, é algo repreensível, uma vez que uma lei só pode ser aprovada mediante aprovação no Congresso Nacional. Isso vai contra a constituição, e, a independência entre os poderes é, indiscutivelmente, um dos mais fortes pilares do Estado Democrático de Direito, no qual vivemos.

O aborto deve ser, ainda que, em casos de estupro, não dificultado, mas sim desincentivado. Acompanhamento psicológico, incentivos do estado para levar a gravidez até o fim deveriam ser discutidos, e, as penas para o crime de estupro, enrijecidas severamente. Isso diminuiria os casos de estupro e de abortos, inquestionavelmente.

Para aqueles que acham ser um direito inalienável da mulher decidir intervir sobre a gestação, que o faça antes que se trate de algo que transcende o seu próprio direito. Contraceptivos são muitos baratos, castidade é gratuita, mas, um aborto, atenta contra a vida de um ser humano, ainda que quem o porta não queira o mesmo. Seria lícito destruir uma vida humana para terminar com um problema? De modo algum. Existem filas quilométricas de famílias dispostas a adotar crianças e criá-las de maneira digna.

Finalizando, legalizar o aborto, indiscriminadamente, como acontece em muitos países, seria apenas transformar o aborto em mais um meio contraceptivo, banalizando a vida como algo descartável. Qual é, por acaso, a diferença entre uma criança no ventre da mãe e um infanticídio? Nenhuma! Talvez, a primeira cause menos culpa, por não conseguirem vê-lo. Aborto é assassinato!