A questão do aborto no Brasil

Enviada em 22/11/2018

Ao falar sobre aborto, vemos que atualmente não há somente dois lados, pois mesmo o assunto sendo dividido em legalizar ou criminalizar, ultimamente grupos feministas têm utilizado de diferentes pontos de vista para defender a legalização deste ato, como casos de estupro, saúde da mulher, além da famosa frase “meu corpo, minhas regras”. E, existe o grupo tido como extremista e conservador que é contra esta prática em todas as suas formas.

Sobre o aborto no Brasil, dados de uma pesquisa realizada em 2016 pelo Anis Instituto de Bioética e pela Universidade de Brasília (UnB),  apontam que 1 a cada 5 mulheres até os 40 anos, fará no mínimo um aborto, inclusive, foi criado um perfil para estas mulheres, elas possuem entre 18 e 39 anos, são alfabetizadas, de área urbana e de todas as classes socioeconômicas, sendo que 48% completaram o ensino fundamental e 26% tinham ensino superior. Do total, 67% já tinha filhos, no Brasil, nos locais onde existe assistência para o aborto, 94% das gravidezes interrompidas, foram resultado de estupro.

Através de dados como estes, podemos perceber que não adiantaria somente legalizar o aborto, pois as mulheres continuariam sendo estupradas, a irresponsabilidade sexual aumentaria, dentre outros fatores. Então, por que não aumentar a segurança? Por que não criar campanhas que incentivem a população a ter relações sexuais somente dentro de uma união estável? Por que não investir no saneamento básico, para que doenças como o Zika Vírus não se espalhem, e assim não seja necessário remediar com o aborto de crianças com microcefalia?

A questão é a seguinte, estamos mais preocupados em tentar remediar esta situação de maneira fácil ou em ir até a raiz do problema? Devemos parar pra pensar que a vida começa desde a fecundação do óvulo, portanto, será que estamos tão perdidos como sociedade, a ponto de legalizar um crime tão bárbaro contra um ser ainda não formado e indefeso?