A questão do aborto no Brasil
Enviada em 21/11/2018
Segundo as pesquisas, as mulheres que abortam, tem entre 18 e 39 anos, é alfabetizada, de área urbana e de todas as classes socioeconômicas, sendo que a maior parte (48%) completou o ensino fundamental e 26% tinham ensino superior. Do total, 67% já tinha filhos. A pesquisa aponta ainda que a religião professada não é impeditivo para o ato, pois 56% dos casos registrados foram praticados por católicas e 25% por protestantes ou evangélicas. De acordo com os dados, em 2015, 417 mil mulheres nas áreas urbanas do Brasil interromperam a gravidez, número que sobe para 503 mil se for incluída a zona rural. O tema volta ao debate depois que uma nova ação chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação, em qualquer situação.
Falar sobre aborto costuma gerar polêmica, mas os números que circundam essa prática tornam o debate inevitável. Segundo a OMS, 22 milhões de abortos ocorrem por ano em locais insalubres e sem a estrutura adequada. Estima-se, ainda, que 47 mil mulheres morram todos os anos por complicações decorrentes do procedimento.
Já a legalização seria um passo adiante: estabelecer regras para regulamentar a prática, oferecendo estrutura para que o aborto ocorresse de forma segura, sem risco de vida para a gestante. Atualmente, vivemos em uma sociedade desprovida de valores, onde é comum matar, roubar e onde o prazer sexual vem acima de idade, de sexo e de maturidade suficiente para assumir as consequências de uma futura gravidez, devido a isso, dia apos dia, vemos que o numero de abortos tem aumentado. E junto com isso, vem a duvida, deve-se ou não tornar legal o aborto? Acima de tudo isso, existe uma parcela das circunstancias que nos mostram que, ele já tem vida, e um aborto seria retirar a vida de um ser que não tem culpa de nada. O bebê não sabe se foi fruto de um estrupo. Dito isso, fica a critério de cada um ser contra ou a favor do aborto. Abortar é se livrar de uma criança, é tirar dela o direito de viver e culpa-lá por algo que ela nunca fez.