A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 18/11/2020

Compreende-se xenofobia como aversão a indivíduos de diferentes regiões. Nesse sentido, a Geografia da População, ramo que se ocupa de estudar os fluxos migratórios, indentifica o preconceito dos brasileiros contra a entrada de pessoas oriundas da Venezuela no país, devido, principalmente, ao estigma socioeconômico. Por isso, é importante reconhecer as origens dessa hostilidade ao desconhecido, além de criar debates acerca da mitigação desse problema no Brasil.

Em primeiro plano, observa-se que um dos focos da problemática é a questão étnica. A exemplo, durante o Holocausto, é possível identificar a tentativa de segregação racial, colocando arianos como superiores em relação à cultura e aos fenotípos. Desse modo, é necessário criar mecanismos de integração entre diferentes povos, como reuniões em que os diversos hábitos serão expostos, com o objetivo de conscientizar por meio do conhecimento e sanar questões voltadas para a intolerância.

Outrossim, divergências socioeconômicas também são fatores que impulsionam a xenofobia. Nessa perspectiva, durante a construção dos feudos, na Idade Média, é perceptível a separação entre nobres e servos por barreiras físicas, os muros. Dessa maneira, na atualidade o mesmo mecanismo segregador é utilizado, pois existe grande preconceito em relação a grupos menos favorecidos quanto a características econômicas e sociais. Entretanto, esse perfil discriminatório configura crime contra as liberdades humanas, pois todos têm direito à vida independente de suas nacionalidades.

Portanto, torna-se evidente que a xenofobia se instaura quando uma população tem a percepção de superioridade em relação a outra. Sendo assim, cabe ao governo federal brasileiro, órgão articulador de melhorias na vivência dos civis, realizar projetos conscientizadores, por meio das escolas, em que uma grade curricular será feita objetivando instruir o sujeito em formação sobre diferentes povos e suas culturas, mitingando, dessa forma, a intolerância.