A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 20/08/2020

Policarpo Quaresma, protagonista da obra-prima de Lima Barreto era um nacionalista extremado que sonhava com mudanças utópicas para o Brasil e morreu frustrado ao ver que elas não aconteceram. Se vivesse hoje, por certo se decepcionaria ao notar que a sociedade pouco avançou no sentido de uma reflexão ética e moral, haja vista que entrave, como a xenofobia, se faz presente no corpo brasileiro. Nesse sentido, cabe analisar como os refugiados sofrem discriminação e por que é necessário falar sobre esse assunto no meio social.

Observa-se, em primeira instância, que o preconceito afeta diretamente os refugiados, sob essa ótica, tal entrada se diverge da utopia de Brasil, narrada por Barreto, à medida que os casos aumentaram 663% entre os anos de 2014 e 2015, de acordo com o site CartaCapital. Ademais, vários casos de xenofobismo são decorrentes do medo presente em muitos brasileiros em relação à economia, visto que a taxa de desemprego no país é alta, gerando um certo medo de que ela possa aumentar.

Por conseguinte, são notórios os casos de xenofobia no Brasil, ressaltando a intolerância a imigrantes, como o caso do Kaysar Dadour, que ficou nacionalmente famoso após ele participar de um reality show brasileiro, sendo alvo de muitos ataques por ser sírio. Tal acontecimento deu visibilidade a esse tipo de preconceito que assola o país. Dessa forma, a ignorância da população mostrou-se um problema.

Tendo em vista os fatos apresentados, fica clara a necessidade da mídia, como principal meio de comunicação entre o governo e os cidadãos, apresente as estatísticas diariamente, dando maior ênfase ao assunto. Também se mostra necessário que o governo, por meio de palestras escolares, explicite a importância do respeito ao próximo, para que possam aprender desde a infância que todos são iguais perante a lei.