A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 08/06/2020
O sociólogo brasileiro Florestan Fernandes defendia a ideia de que a democracia só seria uma realidade se houvesse igualdade social no Brasil. Florestan buscava criar movimentos negros para combater a desigualdade social, pois defendia que a revolução no sistema era insuficiente. Nos dias atuais, é perceptível na democracia, a convivência do racismo e da xenofobia por parte da sociedade, criando um conflito social.
A xenofobia é a aversão e desrespeito ao que é estrangeiro, ao que tem uma cultura ou etnia diferente. A Europa, é um continente que constantemente recebe imigrantes. Muitos europeus cometem atos xenófobos como agressão verbal ou física, muitas vezes por se sentirem ameaçados quanto a perda de trabalho por parte dos estrangeiros, por exemplo.
Em maio de 2020 um policial causou o assassinato do afro-americano George Floyd. Tempo depois uma foto do momento em que George é asfixiado e diz “eu não consigo respirar” é postada em redes sociais, houve muitos compartilhamentos e revolta pelo mundo. Por este motivo, muitas manifestações e protestos foram praticados contra o racismo.
Seguramente, não só nos Estados Unidos e Europa há xenofobia, mas também no Brasil, onde muitos haitianos por exemplo, tem a perspectiva de encontrar melhor qualidade de vida. Esses imigrantes chegam e encontram diferenças em relação ao povo “receptivo e acolhedor” como antes viam. São vítimas de violência e injustiças, por conseguinte vão as delegacias, que muito não podem fazer por não conseguirem acompanhar o processo judicial.
Para que sejam reduzidos os conflitos gerados pela xenofobia e para que haja uma sociedade harmônica com a valorização das culturas, urge que as prefeituras possuam mais delegacias e com eficiente resultado quanto as denúncias feitas. Assim, haverá uma redução dos prejulgamentos e uma organização social. É relevante também a educação nas escolas quanto ao preconceito e a criação de projetos valorizando e explorando todas as raças e culturas, como teatros, exposições e feiras educacionais. Desta forma, os alunos crescerão conscientes e haverá um ensino hereditário sobre a igualdade étnica.