A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 16/10/2019

Na Grécia antiga era bem comum se menosprezar estrangeiros, visto que na cultura da época, forasteiros não eram considerados cidadãos e nem tão pouco dignos de qualquer tipo de direito, assim vê-se que a xenofobia não tem raízes atuais, porém, é uma das formas de preconceito mais antigas que se faz presente na atualidade. Logo, apesar de ser considerada crime no Brasil, os casos de agressão resultante de atitudes xenofóbicas aumentaram de forma alarmante, e se sustentam alicerçadas pela intolerância e impunidade e se portam como um problema no contexto nacional.

Primeiramente, é importante entender como a intolerância se perpetua. Historicamente, durante a Segunda Guerra Mundial, uma das maiores demonstrações xenofóbicas ocorreu com a ascensão do Nazismo, uma vez que o ódio e a aversão disseminada pelos alemães foram a causa da morte de milhares de pessoas na época. Atualmente, tal contexto de intolerância ainda persiste na sociedade, pois esse comportamento é tão comum que é tratado como banal. Logo, a impunidade gera um ciclo em que todos se sentem no direito de agredir, e no Brasil quem acaba se tornado a vítima é imigrante.       Além disso, tornou-se comum, pessoas criarem e disseminarem ideias com o intuito de denegrir determinados grupos. Como, por exemplo: “todo muçulmano é terrorista” ou “pessoas negras não pensam”. Nesse sentido, a xenofobia decorre não do medo, mas da falta de informação e do preconceito com as diferenças. No que tange à questão jurídica, apesar de a xenofobia ser considerada um crime no Brasil, a impunidade da maioria dos casos levou a um aumento considerável desse tipo de crime, haja vista que, conforme pesquisas realizadas pela Carta Capital, houve um acréscimo de 288 casos de 2014 a 2015. Fato que chama a atenção das autoridades e da Secretaria dos Direitos Humanos para esse assunto.

Logo, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Segundo a filósofa Hellen Keller: “O resultado mais sublime da educação é a tolerância.” Dessa forma, o Ministério da Educação, junto com professores e psicólogos, devem por intermédio de investimentos em palestras nas escolas, para os alunos, fazer o discussão sobre a xenofobia, com a finalidade de desconstruir preconceitos existentes contra as culturas diferentes e ressaltar a tolerância aos grupos mais atingidos como imigrantes e negros, por exemplo. Por fim, o Ministério da Justiça deveria julgar os casos desse tipo de crime com mais eficiência, além de aplicar sanções mais severas, e dessa forma, minimizar o número de agressões geradas por tal contexto. Para que assim, o Brasil possa ter uma sociedade em que o respeito e a tolerância sejam uma realidade presente.