A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 01/10/2019
Durante a Segunda Guerra Mundial, foram criados vários campos de concentração na Alemanha, que abrigavam principalmente imigrantes judeus, pois para os nazistas, eles eram os culpados pela mazela do país. No Brasil, não existem esses campos de concentração, entretanto, os imigrantes também estão sendo associados a isso, e por esse motivo são vítimas de xenofobia, seja por sua etnia, seja por sua religião. Nesse sentido, convém analisar as principais causas, consequências e possível solução para minimizar essa problemática.
No Brasil há uma longa tradição de orgulho e festejo dos imigrantes europeus -a Oktoberfest- realizada anualmente em Blumenau (Santa Catarina), a maior festa Alemã das Américas. Em contrapartida, imigrantes africanos, haitianos, sírios ou venezuelanos, por exemplo, são recebidos de maneira oposta, são vistos como inferiores. Dessa forma, muitos trabalham de forma análoga à escravidão, outros são relacionados a homens-bomba, além de sofrerem com o preconceito religioso.
Outrossim, em 2018, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos(SEDH) apresentou um relatório com dados sobre diversas denúncias de xenofobia, com esse levantamento, constatou que houve um aumento de mais de 600% desses casos só de 2014 a 2017. Vale ressaltar que, desde o ano de 1997, há na Constituição Federal uma lei que pune quem comete esse tipo de preconceito, mas infelizmente não é bem efetivada, e nas poucas vezes que é aplicada não progride.
Portanto, é notório que o brasileiro não está acostumado com a imigração, principalmente de indivíduos oriundos de países periféricos. Dessa maneira, para que a xenofobia no Brasil diminua, faz-se necessário que o Ministério da Educação, em parceria com as escolas da rede pública e privada, incluam na grade curricular, uma disciplina que fale sobre diversidades culturais, com professores especializados no assunto, a fim de terem mais empatia com a pessoa de cultura distinta desde a juventude, minimizando-se assim, os casos de xenofobia com o passar dos anos.