A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 17/09/2019
O fenômeno a globalização após a Guerra Fria possibilitou a disseminação de culturas em escala mundial, que formam o hibridismo cultural. Porém, ocorre também um choque de culturas: a xenofobia. Entretanto, esse preconceito prioriza um olhar etnocêntrico contra aquilo que é diferente, portanto, gerando inúmeros conflitos. Diante disso, é necessário que haja uma discussão acerca desse assunto, para que se garanta o respeito entre a sociedade.
A princípio, é possível perceber, que apesar da miscigenação que surgiu o Brasil, assim como é também um dos lugares onde acontecem casos preconceituosos. Apesar da fama de “cordial” e de receber bem imigrantes, o aumento das denúncias mostra um lado que nunca foi mostrado do Brasil. Sob esse viés, é importante destacar o caso de um refugiado sírio, Mohamed Ali, o qual foi agredido em 2017 em Copacabana no Rio de Janeiro, em um entrevista ele comenta que veio ao Brasil, porque os amigos sempre diziam que o Brasil aceita muito outras culturas e religiões, é onde todos os refugiados procuram paz. No entanto, ele nunca pensou que fosse tratado com tanta violência e brutalidade.
Desse modo, não apenas o pensamento de superioridade, como também a dificuldade de lidar com o diferente são fatores para o preconceito. À vista disso, nota-se que desde a ascensão da Globalização, gerou-se uma hegemonia entre os países. Em virtude disso, quando há algo considerado diferente gera um estranhamento, devido à falta de informação de como lidar em tais situações. Portanto, verifica-se isso pela criação do grupo de terroristas, Al-Qaeda, o qual cometeu inúmeros ataques terroristas no onze de setembro, originado para que não houvesse mais desigualdade entre os grupos étnicos. Logo, isso mostra que uma atitude xenofóbica pode causar danos irreparáveis para toda uma nação.
Nesse sentido, fica claro que medidas precisam ser colocadas em prática contra esse tipo de preconceito. Primeiramente pelo poder legislativo, com a criação de uma lei, que proteja as vítimas de atitudes xenofóbicas e também campanhas para os praticantes desse preconceito. Para que dessa forma possam ser reconhecidos discursos e atitudes desrespeitosas contra outras culturas e pessoas, a fim de que ambos os indivíduos da sociedade possam conviver em harmonia. Em conjunto de campanhas nas redes sociais e programas televisionados pela ACNUR, Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, uma agência da ONU para a proteção dos refugiados no Brasil. Para que chegue a todos informações sobre as diferenças culturais e principalmente sobre o respeito mútuo de uma maneira interativa e comunicativa com toda a população, com o objetivo de que possa ser colocado em prática as diferenças sociais de cada grupo étnico.