A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 06/04/2019

Os direitos humanos são essenciais para promover um equilíbrio nas relações sociais e garantir uma vida digna a todos os indivíduos, e migrar é um deles. Entretanto, a xenofobia quebra com essa perspectiva ao impedir que imigrantes sejam plenamente inseridos na sociedade brasileira por razões de cunho racial e nacionalista.

Em primeira análise, a popularidade da Oktoberfest realizada anualmente em Blumenau, Santa Catarina, mostra que a presença de alemães no território é bem aceita. Em contrapartida, os casos de violência contra haitianos e outros africanos revelam que a xenofobia está intimamente ligada ao racismo característico do Brasil. Inegavelmente, tal aspecto é um reflexo do preconceito enraizado no processo de colonização que culminou na inferiorização dos negros.

Outrossim, o nacionalismo exacerbado que discrimina a presença de estrangeiros é uma herança do Romantismo que sonhava em fundar uma identidade brasileira. Logo, isso contribuiu para criar uma relação de posse entre o povo e o seu país, permitindo que pessoas de outras origens fossem excluídas e marginalizadas. Por consequência, em épocas de crise financeira, esse sentimentalismo é agravado e os imigrantes são hostilizados e acusados de estarem roubando os postos de trabalho.

Em suma, a xenofobia está inserida num contexto sócio-histórico em que pessoas oriundas de outras nações sofrem com a dificuldade de inserção. Portanto, cabe a escola desenvolver nos alunos a empatia e o respeito por outras culturas e nacionalidades, por meio de filmes, palestras e aulas específicas que abordem a importância de acolher os imigrantes, visto que a construção do ser social se dá por meio da educação. Além disso, as delegacias podem se especializar nesses casos e facilitar as denúncias em todo o território, a fim de garantir que a função dos direitos humanos seja efetivada.