A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 05/04/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 garante entre outros direitos, a liberdade hodiernamente ameaçada nos países de origem de muitos dos imigrantes, estes ao se deparar com o supostamente acolhedor Brasil, buscam meramente continuar sua vida e a busca por seus sonhos em solo tupiniquim.

É importante ressaltar que a maioria dos estrangeiros ao estabelecer morada em seu local de destino, apresenta níveis de criminalidade consideravelmente inferiores a média autóctone, não merecendo o rótulo de desordeiros, tampouco a perseguição cruel e crescente, já que segundo a Secretaria Especial de Direitos Humanos, os casos registrados de xenofobia apresentaram aumento de 633% entre os anos de 2014 e 2015, sendo em sua maioria haitianos os mais atingidos, levando a crer que grande parte da questão da xenofobia no Brasil tem raiz no racismo.

Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a modernidade líquida característica do século XX, ao fazer emergir o individualismo e a efemeridade das relações, pode estar ligada ao fomento de ideias egoístas e minar o fortalecimento de uma consciência coletiva sólida, colaborando com a fragmentação social e não despertando uma consciência de pertencimento a mesma espécie.

Devemos combater a xenofobia com educação, a inclusão desde as primeiras fases da educação básica do conhecimento, respeito e apreciação por outras culturas, realizado por programas específicos do Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Cidadania, para formar desde o início geração apta a dialogar e romper velhos tabus de não inclusão, levando essa ótica multicultural para dentro do núcleo familiar, promovendo uma transformação duradoura baseada nos exemplos destes arautos de uma nova era pautada na harmonia e entendimento.