A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 06/04/2019
Segundo o ingês John Locke, criador dos princípios da filosofia política iluminista, os homens são portadores de direitos naturais, como a liberdade, a vida e a propriedade. Entretando, no cenário brasileiro atual, observa-se justamento o contrário quanto a questão da xenofobia. Diante disso, atos de intolerância e preconceito configuram-se como agentes agravantes da situação.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a questão da intolerância de origem cultural presente na conjuntura. Nessa perspectiva, a dificuldade de conviver com as diferenças acaba gerandos atos de violência, como os ocorridos no final de 2018 na fronteira do estado de Roraima, onde milhares de refugiados venezuelanos foram atacados e expulsos por brasileiros. Desse modo, tem-se como consequência a criação de mais problemas socias, a disseminação do sentimento de insegurança e a violação dos direitos humanos.
Além disso, a xenofobia encontra terra fértil na descriminação intrínseca em vários indivíduos que, segundo Albert Einsten “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito’’. Em virtude disso, o resultado é a falta de empatia, pois para ter noção da realidade caótica e da constante busca por oportunidades que muitos refugiados e imigrantes vivem, é preciso parar de olhar apenas para si. Essa liquidez, no que tange a questão da xenofobia, acaba funcionando como um forte empecilho para sua resolução.
Portando fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que alterem este cenário. Tais como, a aprovação pelo Ministério da Justiça em conjunto com o Ministério da Educação, de projetos de leis feitos na Câmara dos Deputados de trabalhos educativos visando a mudança de pesamento daqueles que foram presos por descriminação. Assim, haverá uma reinserção social eficaz do criminoso no meio, com os direitos naturais do homem sendo respeitados e fazendo-se jus ao Legado de John Locke.