A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 05/04/2019

A prática da xenofobia não deve ser vista apenas como um comportamento desprezível de uma parcela da população brasileira, mas também como um entrave para a boa reputação e para o crescimento do país, vide a maneira repulsiva e violenta com que são tratados imigrantes e refugiados no Brasil. Desse modo, convém analisar como a sensação de ameaça econômica e o racismo culminam em tamanha mazela.

Historicamente conhecido como um país acolhedor, hoje o Brasil enfrenta a xenofobia, que gera agressões verbais e físicas e, em alguns casos, homicídios. No que concerne a esse contexto, observa-se a seletividade do preconceito canarinho: tradicionalmente, há uma cultura de orgulho e festejo dos imigrantes europeus. A exemplo, a maior festa alemã das Américas, Oktoberfest, realizada no sul do país. Em contrapartida, nações não-brancas são rejeitadas, haja vista que as principais vítimas de preconceito são os haitianos. Em síntese, é notório o papel do racismo nessa problemática, assim, urgem medidas para combatê-lo.

Em segunda análise, o cenário de 13,1 milhões de desempregados desperta uma grande preocupação na sociedade como um todo. Nessa perspectiva, aumenta a fobia pelos estrangeiros que residem no país, pois supõe-se que eles ocuparão as vagas de emprego disponíveis. Esse ideário, no entanto, é equivocado, uma vez que, trabalhando e em ascensão econômica, o migrante também gera riqueza ao Brasil e, consequentemente, aos brasileiros.

Dessa forma, intervenções são necessárias para reduzir a xenofobia. Portanto, as escolas e os núcleos tecnológicos - como Rede Globo, Facebook e Instagram - precisam trabalhar, concatenados, para a redução do discurso xenofóbico, com o fito de mitigar crimes contra imigrantes. Alé, disso, tal empreitada intersocial deve ser feita por intermédio de palestras, seminários e propagandas, que informem o receptor e despertem a alteridade da população, para que a reputação de nação acolhedora possa, assim, ser recuperada.