A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 03/04/2019

A QUESTÃO DA XENOFOBIA NO BRASIL

O aumento continuo da xenofobia na sociedade brasileira é evidente. Isso deve ser parado, pois, as maiores vitimas são os imigrantes e refugiados que veem no Brasil, um recomeço e um novo lar. Sendo relevante uma analise sobre os aspectos que corroboram esta problemática.

Em primeiro lugar, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação esteja entre os fatores que atuam no problema. De acordo a lei 9.459 de 1997, é crime a discriminação de raça, cor, etnia, religião, ou procedência nacional. Mas, segundo a Secretaria Especial De Direitos Humanos, os casos de xenofobia aumentaram em 633% entre 2014 e 2015, pulando de 45 para 333 casos registrados pelo Disque 100.

Neste contexto, é importante enfatizar que, segundo Agnes Helber, em O Cotidiano e a História, “Crer em preconceitos é cômodo porque nos protege de conflitos”, logo, é valido analisar que o desconhecimento a cerca da xenofobia no Brasil, principalmente associada aos imigrantes e refugiados de Países Árabes, intensificou-se após os ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos, que, com o auxilio da mídia, associaram esteriótipos terroristas a figura do povo árabe e a religião Islâmica. Para Helber, o preconceito é fator de coesão de um grupo e quando esta coesão é ameaçada, o preconceito surge. Isso influência o nazismo na 2ª Guerra mundial, com os ataques midiáticos e o extermínio de mais de três milhões de judeus.

Portanto, medidas são necessárias para resolver este impasse. Segundo o filósofo Immanuel Kant, " o ser humano é aquilo que a educação faz dele", então, o Ministério da Educação deve capacitar professores por meio de cursos presenciais e online para trabalhar a questão da xenofobia em sala de aula e em reunião com pais. O Ministério da Justiça deve punir de forma mais rigorosa os casos de xenofobia no Brasil, criando delegacias e ampliando a Secretaria Especial de Direitos Humanos. O Governo Federal em parceria com o Ministério Publico deve criar campanhas de conscientização através dos grandes veículos de comunicação  (televisão, jornais, rádio, internet) para abranger o maior número de pessoas, deve também, em parceria com o Ministério da Educação promover palestras para pais e alunos com imigrantes e refugiados para debater e compreender melhor a cultura, religião, e costumes e quebrar os esteriótipos relacionados aquilo que não conhecemos.