A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 04/04/2019
Atualmente no Brasil, um grande transtorno atinge nossa sociedade, sobretudo no que se refere diretamente a xenofobia. Para o ativista e líder político, Nelson Mandela, quando se tem um problema há que enfrentá-lo e não disfarçá-lo. Nesse prisma, faz-se necessário um debate social acerca das causas da problemática em questão e suas consequências.
Em primeira análise, é relevante ressaltar que esse tipo de preconceito afeta a maior parte dos imigrantes, características como origem geográfica, cultura, gênero, cor, etnia, classe social e religião afetam a recepção desses estrangeiros nos países de destino. Um exemplo é o estereótipo gerado a partir da confusão entre islamismo e terrorismo.
Outro ponto pertinente seria que muitos brasileiros adotam um conceito de que os imigrantes ‘‘roubam’’ trabalho dos nativos, por oferecerem mão de obra mais barata. Segundo o especialista em migrações Wagner de Oliveira,o número de estrangeiros no mercado formal de trabalho do Brasil cresceu 96% entre 2011 e 2014. No entanto, esse crescimento não é suficiente para alterar, de forma estrutural, o impacto da migração no mercado de trabalho brasileiro.
Por outro lado, existe um conjunto de evidências apontando para os efeitos positivos da migração para o país, seja para suprir deficiências de determinados perfis de qualificação, seja para enfrentar os efeitos do progressivo envelhecimento da população. Dados da polícia federal relatam que os migrantes são, em geral mais jovens; quase 90% em idade ativa em comparação com 65% na população como um todo.
Diante dos aspectos supracitados, cabe ao Governo por meio do Ministério do Trabalho inserir políticas estratégicas com relação a inserção da mão de obra estrangeira, também o Ministério da Justiça deve implementar leis mais severas para os xenófobos. Talvez assim, alcançaremos um país com mais tolerante e que faça jus ao título de ‘’nação acolhedora’’.