A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 03/04/2019
Preconceito. Medo. Ódio irracional. Não se pode negar os inúmeros conflitos sociais presente na história. O grupo musical “Titãs”, na década de 1990, já cantava sobre um problema mundial que persiste até hoje: a dificuldade enfrentada por refugiados para encontrar asilo. Diante disso, faz-se necessário uma parceria entre o governo e a mídia para mitigar essa mazela social.
É preciso considerar, antes de tudo, que desde da Grécia Antiga atitudes xenofóbicas já faziam presentes na sociedade. Porém, á medida que a globalização aumenta, essas ações tomam proporções cada vez mais sérias. A Alemanha nazista no século XX e os atentados terroristas, como o 11 de setembro de 2001, deram forças à doutrina eurocêntrica e norte-americana. Esses quadros, segundo Franz Boas, constituem-se como ideias etnocêntricos, os quais visam impor suas culturas e outras nações, como já feito há alguns séculos. Tal situação acarreta no crescente índice de discriminação cultural, social e étnica mundo afora.
Ademais, é válido ressaltar, ainda, que embora o modelo neoliberal tenha como princípio a diminuição das fronteiras mundiais, isso é visto apenas no âmbito econômico e não no fluxo populacional. Nesse sentido, países mais ricos resistem à entrada de imigrantes refugiados em seus territórios, com a justificativa de que tal abertura pode acarretar em problemas econômicos, como a disputa por trabalho entre estrangeiros e nativos, e culturais, como a perda da identidade cultural local. Prova disso é a construção de muros em vários locais da Europa, para conter a imigração, e o atual decreto do presidente dos EUA, Donald Trump, impedindo a entrada de refugiados em seu território.
Logo, torna-se fundamental uma ação conjunta entre o governo e mídia, na qual essa, por meio de propagandas e novelas, será responsável por construir na população um sentimento de alteridade, mostrando a importância de colocar-se no lugar do outro no intuito de minimizar os preconceitos. Ademais, o Estado deve criar e fiscalizar mais a leis para amparar as vítimas de discriminação xenofóbica.