A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 03/04/2019

Segundo a filósofa Hellen Keller, o resultado mais sublime da educação é a tolerância. Contudo, com a entrada exorbitante de imigrantes no Brasil, os casos de agressões físicas e verbais resultante de atitudes xenofóbicas aumentaram de forma alarmante. Nesse sentido, esse ato de negligência apesar de ser considerado crime atua de forma contínua, sendo baseada em fatores históricos, religioso, étnicos e culturais. Destarte, é fundamental analisar as razões que tornam essa problemática uma realidade no mundo contemporâneo.

Em primeira análise, cabe abortar as consequências que a aversão ao estrangeiro pode exercer sobre o imigrante. Dessa forma, o comportamento omissivo diante da refusão das diferentes identidades culturais gera desde humilhação à exclusão do indivíduo na sociedade. Paralelo a essa lógica, para o filósofo Sócrates, cidadão do mundo é aquele que abdica de sua nacionalidade e pensa na humanidade como um todo, sem levar em consideração fatores culturais. Sob tal ótica, deve-se observar ainda que a xenofobia pode ocorrer em relação a pessoas de um mesmo território, mas que não corresponde aos mesmo costumes e tradições, visto que o maior exemplo é o tratamento destinado aos nordestinos, frequentemente taxados por inúmeros estereótipos.

Ademais, outro fator a salientar é o sentimento de ameaça econômico no que tange o desemprego. A nova Lei da Migração visando aumentar a aceitação dos imigrantes na sociedade brasileira, aprovou em maio de 2017, uma lei que garante ao migrante os mesmos direitos que um cidadão brasileiro .Com o advento dos períodos de crise econômica, onde a oportunidade de emprego encontra-se cada vez mais escassa, a  relação entre a repulsão e a xenofobia expande quando o cargo oferecido é preenchido por imigrantes. Em contrapartida, se a atividade realizada se limita àquela que a população local não quer realizar, a presença do imigrador é mais aceita. Dessa maneira, o preconceito pode está relacionada intimamente com os interesses econômicos.

Torna-se evidente, portanto, que o comportamento opressor do xenofóbico é nocivo ao direito do imigrante na sociedade. Assim, cabe a Secretaria de Direitos Humanos expandir os Centros de Referência e Atendimento para Imigrantes (CRAIs) nos centros urbanos, a fim de minimizar os efeitos da integração dos imigrados na sociedade brasileira, tendo o enfoque na regulamentação dos indivíduos no atendimento de qualidade em hospitais, delegacias e escolas. Outrossim, compete ao Judiciário intensificar as fiscalizações nos refugiados, para assegurar os seus direitos e repreender qualquer tipo de intolerância.Dessa forma, será possível construir uma sociedade mais empática e menos guiada pelos interesses econômicos.