A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 04/04/2019

No decorrer da Segunda Guerra Mundial alguns países da América Latina recepcionaram refugiados europeus, entre eles, o Brasil, no qual, a população brasileira foi classificada como um povo acolhedor. Entretanto, em um cenário recente marcado por negligências, junto a, feitos desrespeitosos com imigrantes, tal titulação vem sendo associada como um mito. Com efeito, sociedade e Estado devem assumir suas respectivas responsabilidades sobre a problemática.

Convém ressaltar, a princípio, que a morosidade operacional jurídica é um fator que sustenta o problema. Um processo que começou na Grécia Antiga, conforme, os estrangeiros eram restritos aos direitos inerentes daquela população local e alvos de preconceito. Dessa forma, tais práticas continuam sendo negligenciadas pelo poder político, ademais, inferindo no direito cidadão, de ir e vir, consagrado pela Constituição Federal de 1988.

Concomitantemente a essa dimensão política, questões sociais de respeito mútuo permeia o tema. Em análise, quando o filósofo Voltaire defende a tolerância como apanágio da sociedade, diretamente, valoriza a multiplicidade étnica e cultural. Contrariamente, à repulsa das diversidades é a realidade de muitas sociedades espalhadas pelo mundo, tendo em vista, a exaltação de uma hegemonia. Assim, perpetuando traços de sociedade mundial cada vez mais desigual e repulsiva.

Diante dos fatos supracitados, faz-se imprescindível a tomada de medidas ao entrave abortado. Por isso, concerne ao Estado mediante secretarias municipais de educação e com auxílio midiático, promover políticas de conscientização sobre os males causados por práticas de xenofobia. Tal projeto deve ser instrumentalizado por palestras nas escolas e mobilizações em locais públicos e de cunho social , a fim de, mitigar ideias pré estabelecidas sobre os refugiados e imigrantes. Dessa maneira, o Brasil poderá ser reclassificado como um país acolhedor e núcleo em processos de aculturação.