A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 06/04/2019
No dia 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos foram alvos de atentados terroristas coordenados por um grupo fundamentalista islâmico, quase três mil pessoas morreram. Tal cenário, resultou em um sentimento de revolta e aversão, sobretudo, aos muçulmanos -promovendo um engajamento à xenofobia- em todo o ocidente. Não obstante, no Brasil, há de se desconstruir a repulsa às diferenças étnicas e raciais e à falta de atenção do Estado à questão.
Em primeiro plano, um entrave é a persistência do sentimento ultranacionalista, averso ao estrangeiro, ao diferente, que é visto como inferior por não pertencer à cultura local. A esse respeito, em 2016 a Folha de SP realizou uma pesquisa na qual foi constatada que 31% dos brasileiros aprovam o fechamento das fronteiras aos refugiados. Logo, é necessário que tal pensamento seja desconstruído, uma vez que essas pessoas saem dos seus países, na maioria das circunstâncias, fugindo de guerras civis; parafraseando o filósofo Glacomo L.: não existe qualidade humana que seja mais intolerável que a intolerância.
Além disso, outro desafio a ser enfrentando é a omissão Estatal diante dos casos de Xenofobia. O artigo 5° da Constituição Cidadã, preconiza que todos são iguais perante a lei e garante aos brasileiros e estrangeiros residentes, direito à liberdade, à segurança. Não obstante, a realidade é outra, visto que as denúncias feitas por imigrantes são crescentes, mas, na Justiça, não há registros de notificações de xenófobos punidos. Ora, isso ratifica o crime silencioso assisto pelo Estado.
Portanto, a fim de garantir que o artigo 5° seja assegurado, cabe um norte às devidas intervenções. É dever do ministério da Educação, promover palestras publicitárias nas escolas sobre a importância da empatia e aceitação do “diferente”, com o fito de garantir uma vida prospera aos estrangeiros. Ademais, incumbe ao ministério da Defesa certificar que a lei 9.459 saia do papel, punindo todas as práticas de xenofobia na nação.