A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 05/04/2019

O século XX foi fortemente marcado pela Globalização, que trouxe benefícios e malefícios para a sociedade moderna. Esse processo aproximou os países de modo que os mesmos estão cada vez mais abertos para a entrada de estrangeiros. Em contrapartida, muitos habitantes de diversas nações, inclusive do Brasil, não são adeptos a ideia de abrir as portas para imigrantes. A população atual parece inerte, tomada por uma “cegueira branca”, no que tange a questão da xenofobia, aversão a tudo aquilo que é incomum ou vem de fora.

Em primeiro plano, vale ressaltar que atualmente os muçulmanos são os que mais sofrem com esse preconceito, muitas vezes atacados verbalmente com falas que compara-os a terroristas, o que não passa de uma ignorância. Esse e outros diversos casos de chauvinismo podem levar a situações trágicas e extremas, e como disse o filósofo e pensador Goethe, nada é mais assustador que a ignorância em ação.

Ademais, evidencia-se que a temática em análise não diz repeito apenas a pessoas de diferentes nações, existem inúmeras ocorrências de xenofobia entre indivíduos de um mesmo país, mas de diferentes estados. Pode-se verificar um exemplo disso no Brasil, em relação aos nordestinos que foram alvos de violências verbais na época de eleições, no ano de 2018. Acontecimento esse que se deu, exclusivamente, pelo fato de que a maior parte dos moradores dessa região disseram que iriam votar no candidato do Partido dos Trabalhadores, que vem sendo criticado devido ao grande número de acusações de corrupção.

Diante dos fatos supracitados, a necessidade de combater a xenofobia no Brasil mostra-se ainda mais premente, em virtude da importância do cumprimento da Constituição de 1988 que prevê a liberdade de ir e vir, além da defesa da igualdade sem qualquer tipo de distinção.  Assiste ao Estado investir na segurança pública e aplicar a lei de forma severa e eficiente, para que minimize os números de crimes de origem xenofóbica. Já à família e as escolas, cabe a intervenção social quanto a conscientização das crianças e dos adolescentes acerca  da indispensável instância de acabar com o preconceito em pauta. Embora pareça que a ânsia por uma sociedade ausente de intolerância de qualquer natureza seja uma ideia utópica, deve-se acreditar na mudança, pois como afirmou Heráclito de Éfeso, nada é permanente salvo a mudança. Dessa forma, será possível atuar positivamente sobre a situação apresentada.