A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 25/08/2018

A verdade

O escritor Castro Alves, em seu poema “Navio Negreiro”, retrata a mortalidade e os maus tratos que ocorriam na chegada dos africanos no Brasil. Nesse olhar, em pleno século XXI, a situação não é tão diferente com os refugiados que atravessam as fronteiras do nosso país. Diante disso, o desafio agora é buscar políticas públicas para a inclusão de refugiados que sofrem com à xenofobia. Além disso, deve-se combater o preconceito e a discriminação aos estrangeiros em território brasileiro.

De acordo com a Comissão Nacional de Amparo aos Refugiados no Brasil, os principais estrangeiros são sírios, haitianos e venezuelanos. E nesse contexto, de situação migratória forçada, não existe ninguém ilegal, segundo Gustavo Barreto, autor do livro Dois séculos de Imigração no Brasil. Portanto, cabe ao governo proporcionar políticas públicas de saúde, por meio de profissionais capacitados, realizar atendimentos nas fronteiras, bem como: vacinação, triagem e abrigo de qualidade para os imigrantes.

Mas não é só isso, é preciso também, combater a discriminação e a xenofobia aos imigrantes que estão aqui em vulnerabilidade e forçados. Essa realidade é vista no aumento das denúncias registradas que passaram de 45 para 241 entre 2014 a 2016, segundo a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. Analistas apontam que a situação de crise, como a indefinição política e a estagnação econômica, que ganharam força a partir de 2014, tendem a tornar a visão que as pessoas têm dos imigrantes ainda mais negativa levando a manifestações e intolerâncias.

Contudo, apesar de o Brasil ser considerado um país hospitaleiro, ainda há muito para ser feito. Diante disso, vê-se a necessidade da inclusão dos estrangeiros a partir da educação, na figura dos professores capacitados por meio do Ministério da Educação, vencendo as barreiras linguísticas nas aulas e palestras públicas. Pois´como afirma Mandela, “A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”.