A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 28/08/2018
O Brasil é um país que teve sua população formada pela miscigenação de diversos outros povos: Negros, Asiáticos, Europeus e indígenas, essa característica transmite a ideia errônea de “povo cordial”, porém quando dizemos esse conceito estamos esquecendo séculos de segregação racial e social estatizada pelo estado, como a política do embranquecimento do final do século XIX. Andando pelo país é fácil presenciar atitudes xenofóbicas, principalmente a vertente da xenofobia social.
No final do século XIX com a efetiva libertação dos escravos, o Brasil adotou um sistema racista que tinha por objetivo trazer pessoas brancas oriundas de outros países, principalmente europeus, para clarear e “elevar” o nível social e intelectual do nossa sociedade, essa ação ficou conhecida como a política do embranquecimento. Séculos depois ainda há implicações deixadas por esses conceitos, houve o enraizamento de pensamentos discriminatórios, como os preceitos que refugiados de países africanos ao virem para o Brasil trazem doenças, desordem ou são ladrões e estupradores.
No que diz respeito a xenofobia social, ela se funde em muitos casos com o racismo. É muito óbvio a diferença no tratamento de imigrantes que vieram do chamado “primeiro mundo” para aqueles que fugiram de seus países por motivos econômicos, religiosos ou de guerra, os mais frágeis emocional e economicamente. Em maio de 2017 tivemos um dos ápices desse problema, quando um grupo resolveu protestar na Avenida Paulista contra a entrada de imigrantes, principalmente colombianos e venezuelanos.
Em suma, a xenofobia é um problema de integração que se estende desde a formação do nosso país. Uma solução é trabalhar numa maior integração desse imigrantes com os brasileiros. As universidades públicas devem oferecer centros de apoio (ajuda na obtenção de visto legal, caso necessário, e acesso a direitos essenciais) e aprendizado da língua portuguesa, esses centros podem ser administrados por alunos.