A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 14/08/2018

Segundo o escritor Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. No entanto, a insuficiência de ações coordenadas e adequadas do poder público à migração sofre com a baixa aceitação. Em um contexto de desrespeito aos direitos humanos, cada vez maiores, violência, xenofobia e medidas de restrições, vale questionar se, diante de uma sociedade que não exerce a solidariedade efetivamente, adota medidas de combate a essa problemática.   Primeiramente, o número de casos de violências contra os migrantes vem aumentando exponencialmente. Em Roraima, moradores de Mucajaí expulsaram cerda de 50 venezuelanos de um prédio abandonado, atearam fogo em objetos, rasgaram pacotes de alimentos e espalharam pelo local. Neste sentido, a baixa aceitação e o acolhimento dessas pessoas vêm ocasionando vários episódios de crise humanitária em várias partes do mundo.

Além disso, os elevados casos de restrições e fiscalização das fronteiras dos países é um obstáculo muito grande. Os dados divulgados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados (ACNUR) revelam um drama crescente dos conflitos em várias partes do mundo e o mais alarmante é que cerca de seis milhões de pessoas estão vivendo no exílio por cinco anos ou mais. Ademais, entre esses problemas o mais freqüente hoje em dia é a xenofobia que contribui para que os migrantes sofram uma série de impactos sociais, violações dos direito e hostilidade encontrada nos locais para onde se deslocam.

Portanto, para que casos de violências e xenofóbicos sejam minimizados é fundamental fortalecer a articulação entre as três esferas de governo federal, estadual e municipal de modo a estabelecer uma clara divisão de competências e responsabilidades. Ainda sim, os governos, em parceria com a ONU deveriam estruturar melhor as fronteiras e o recebimento dessas pessoas, por meio de leis e de políticas públicas especificas para esse caso, seja com ações humanitárias para auxiliar nos serviços básicos, seja com condições mais adequadas de vida e legalização em receber essas pessoas. Dessa forma, exercendo a solidariedade e diminuindo os recorrentes episódios de xenofobia, promovendo a paz e o respeito pelos direitos de todos.