A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 12/08/2018
No final do século XIX, intensifica-se a questão da xenofobia no Brasil, advinda do evolucionismo social. Embasada na teoria da evolução de Charles Darwin, intelectuais como Nicolau Moreira e Nina Rodrigues adotaram doutrinas racistas de exclusão e interiorização à ex-escravos (etnia negra Africana) e mulatos (índios nativos), devido a exuberante miscigenação e enorme busca pelo “progresso” e “civilização”. Outrossim ideais como o “embranquecimento da população” foram elaborado por tais. Em suma, é notório que a xenofobia ainda persiste na sociedade brasileira.
De fato, é inequívoco que os casos de aversão ou até mesmo exaltação ao ódio por estrangeiros vem aumentando gradativamente no país, principalmente se tratando de refugiados. Mediante a isso, hodiernamente podemos quebrar o mito de ‘‘o Brasil ter um povo acolhedor’’. Indubitavelmente já existiu um ínterim que estrangeiros não enfrentavam tal problemática; exemplo disso, foi a vinda de imigrantes europeus em decorrência da primeira e segunda guerra mundial; em contra partida, sírios, africanos, haitianos e entre outros imigrantes sofrem hoje, racismo cultural e discriminação econômica e social.
Dado esse contexto, o crescimento de denúncias nos mostra o infortúnio dos esteriótipos preconceituais com imigrantes. De acordo com uma pesquisa realizada pela Carta Capital, entre 2014 e 2015, ocorreu um acréscimo de 288 casos de denúncias registrados pela Secretária Espacial de Direitos Humanos.
Portanto, medidas de intervenção são fundamentais para resolver esse impasse. Para isso, cabe ao ministério da educação junto com meios de comunicação, investirem em palestras educacionais e propagandas, com a finalidade de desconstruir os preconceitos existentes contra imigrantes de diversas culturas e etnias. Paralelo a isso, o ministério da justiça deve julgar os casos de xenofobia com mais eficiência, através de leis e punições mais severas para acabar de vez com esse crime. Ademais, é indispensável a criação de um órgão para garantir o funcionamento na eficiência das justiças.