A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 11/07/2018

Na Antiguidade, o termo bárbaro era utilizado para designar estrangeiros, com conotação de “incivilizados”, não sendo considerados cidadãos por gregos e romanos. Embora date de séculos atrás, a intolerância cultural ainda é presente na atualidade globalizada, inferiorizando algumas culturas e elevando outras.

É importante salientar que, na era globalizada, a interação social e cultural deveria estar em evidência, porém o que se vê é um mundo mais ocluso, com nações cada vez mais inacessíveis. Para exemplificar, o presidente dos EUA, Donald Trump, divulgou recentemente a Lei anti-imigração e também a construção do muro EUA-México. Similarmente, Marine Len Pen, candidata a presidência da França, prometia suspender a imigração no país. Voltando-se ao Brasil, mesmo com leis que garantem a entrada de imigrantes, como a Lei de Migração, ainda há muito prejulgamento em relação à algumas etnias.

Além disso, apesar da formação brasileira ser oriunda da mescla de culturas diferentes, ataques àquelas denominadas “inferiores” são cada vez mais constante. A sociedade brasileira foi instituída pela mescla de diversas culturas, africana, italiana, alemã, japonesa, etc e apesar de ser uma país multiculturalista, há muito preconceito com culturas não-europeias. Isso pode ser visualizada pelo aumento de mais de 600% das denúncias de xenofobia, contabilizadas pelo Disque 100, sendo que mais de 25% contra haitianos e mais de 15% contra muçulmanos.

Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar o respeito cultural e o exercício de denúncias. O Poder legislativo deve criar leis e punições mais intensificadas, como também canais de ouvidoria anônimos, tal como uma delegacia especializada, de modo a incentivar denúncias. O Estado deve investir em ONG´s que auxiliem imigrantes, mobilizando campanhas publicitárias junto à comunidades, com palestras públicas e entrega de cartilhas informativas, para despertar o senso crítico na população.