A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 11/06/2018
De acordo com o artigo 3 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário, todo ser humano tem direito à vida, a liberdade e a segurança pessoal. Entretanto, passadas quase sete décadas desse importante documento mundial, a questão da Xenofobia ainda persiste no cotidiano brasileiro. Logo, é imperativo que a coletividade e o poder público ajam mais assertivamente acerca desse problema social.
A Xenofobia ocorre por falta de informação de quem a pratica. Prova disso é a instantânea associação de que todo muçulmano é homem-bomba, causada, pela equivocada cobertura televisionada, em que apresenta, não raramente, seguidores do Islã como fanáticos radicalistas. Dessa forma, movidos pelo errôneo conhecimento de uma só perspectiva, os brasileiros vem a discriminar o diferente pelo fato de não ter oportunidade de conhecê-lo. Assim, é fundamental que esse tipo de preconceito seja pauta nas mídias do país, uma vez que o conhecimento muda a percepção dos indivíduos e de seus paradigmas.
A impunidade também contribui para a persistência de atos xenófobos. Dado que, segundo a Carta Capital, em um ano houve aumento de quase 650% de denúncias e um número irrelevante de casos julgados pela Justiça. Portanto, a falta de punição ocasionada pela escassez de locais competentes nesse tipo de crime, facilita um cenário de humilhação para quem procura uma vida melhor e de quem quer destruir essa vida e tem certeza de que sairá impune.
Urge, então, que as emissoras de TV aberta, com propósitos educativos bem definidos, insiram nas tramas de suas novelas a Xenofobia como algo inaceitável, além de veicular propagandas que enalteçam outras culturas, visando o respeito a essas. Ademais, os Estados, com o aporte financeiro da União, devem criar, sobretudo nos municípios com os maiores índices de xenofobia, delegacias e varas especializadas visando otimizar a apuração dos fatos e dar maior celeridade aos processos judiciais, reduzindo, assim a sensação de impunidade. Desse modo, observada uma ação conjunta entre sociedade civil e instituições públicas, o país dará passos mais firmes na direção de fazer jus ao compromisso firmado em 10 de dezembro de 1948.