A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 31/05/2018
Em meados de 1831, no Brasil Imperial, ocorreu um acontecimento histórico considerado um reflexo de um dos primeiros sentimentos xenofóbicos, a Noite das Garrafadas. Nesse episódio, os brasileiros patriotas não estavam satisfeitos com o fato de ainda serem governados por portugueses, e então resolveram protestar. Com isso, percebe-se que o Brasil sempre foi, e continua sendo tão xenófobo quanto os atuais partidos radicais europeus.
Nesse contexto, nota-se o temor quanto ao desemprego gerado pela chegada desses imigrantes. Todavia, esse receio não tem fundamentos, visto que refugiados não conseguem empregos formais e vivem em situações precárias. Dessa forma, quando o governo brasileiro fez a contratação de médicos cubanos, em uma tentativa mutualística, foi bombardeada de críticas, pela não aceitação da população. O produto desse empasse é a crescente violência contra os estrangeiros.
Outra desatenção recai sobre a representação sobre o solicitante de visto de refúgio. O Comitê Nacional para Refúgio (Conare) é o órgão responsável pela concessão, rejeição ou denegação do visto ao imigrante. Sendo assim, qualquer descoberta ameaçadora, por menor ou errada que seja, já prejudica o recebimento da autorização para viver no Brasil. Como substrato disso, observa-se a dilatação da associação, geralmente errônea, entre imigrantes e terroristas, incitando o preconceito.
Depreende-se, portanto, que há necessidade de uma reeducação social pressurosa. Por isso, a mídia deve promover a conscientização da população, por meio de campanhas publicitárias que mostre os benefícios de viver bem em sociedade, honrando à todos, independente da raça, para que haja desestímulo de práticas violentas. Ademais, a escola deve ensinar sobre respeito e tolerância às pessoas, através de didáticas especiais, a fim de iniciar o tratamento do problema desde a base, como prevenção. Logo, essa mazela será gradativamente vencida.