A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 25/05/2018
Durante a época do Brasil Império, muitos imigrantes vieram ao país para suprir a mão de obra após o fim da escravidão. Esse fluxo migratório resultou em um grande desenvolvimento econômico e na ocupação do território, que consequentemente, fez com que o pátria possua essa cultura tão rica e miscigenada. No entanto, em pelo século XXI, muitos brasileiros praticam atos xenofóbicos contra estrangeiros, fazendo com que esse impasse se torne um grave problema social.
A priori, convém ressaltar que de acordo com as estatísticas, haitianos, árabes, iranianos e sudaneses são os maiores alvos de discriminação no país. Com os avanços da globalização e do capitalismo, a sociedade deixa de agir em prol do bem comum, uma vez que os demais não são ativistas da causa por não serem uma realidade condizente com a deles. De acordo com o filósofo Aristóteles, a política deve agir de modo a promover o sumo bem da pólis como um todo, entretanto, a falta de intervenção estatal rompe totalmente com essa harmonia.
Em consequência disso, no Rio de Janeiro, um ambulante Sírio recebeu vários ataques xenofóbicos e desde 2015 casos como esse aumentaram 633% no Brasil. Segundo a Anistia Internacional, a xenofobia tem desencadeado um retrocesso nos direitos humanos. De acordo com o ativista Michel Focault é preciso mostrar as pessoas que elas são mais livres do que pensam para quebrar pensamentos errôneos construídos em outros momentos históricos.
Sob tal ótica, torna-se fundamental a ação conjunta entre o Estado e a escola, na qual essas serão meios mais importantes para a resolução desta problemática. O Brasil, na figura de poder legislativo, deve criar leis trabalhistas especialmente para os imigrantes para que essa parcela da população que sofre discriminação possa exercer seus direitos livremente. A escola, na figura de papel fundamental na formação do indivíduo, deve discutir o tema nas aulas de história fazendo analogias ao passado, apontando o quão essa imigração é importante para a solidificação da sociedade brasileira atual, pois como já proferido por Helen Keller, o resultado mais sublime da educação é a tolerância. Com isso, podemos ver a harmonia de Aristóteles vigente na pátria.