A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 17/11/2021
No documentário “Ilha das Flores”, é mostrada a quantidade de alimentos que vão para o lixo e que depois são consumidos por pessoas em condições de miséria. Nesse sentido, o descaso contra esses cidadãos que passam fome a ponto de pegar comida nos lixões deve ser combatido não só no Brasil, onde o documentário se passa, mas globalmente. Visto isso, a quantidade de pessoas famintas e que jogam comida fora é inaceitável, uma vez que é desumano saber que tem gente passando por necessidades e ainda desperdiçar comida ou não dar nenhum tipo de assistência. Portanto, é imperioso que esse problema seja resolvido, a fim de não haver mais seres humanos que não possuem o básico.
Primeiramente, acerca da fome mundial, é válido ressaltar o descaso universal para a solução referente ao problema. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, que foi assinada pela maioria dos países existentes, rege que todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família alimentação, mas infelizmente isso está longe de ser realidade. Portanto, permitir que pessoas ainda passem fome, é romper com esse acordo. Visto isso, para a extinção da fome em massa, o contrato deve ser seguido à risca.
Além disso, a quantidade de comida desperdiçada diariamente por famílias é alarmante considerando que esta poderia muito bem suprir as necessidades de todos os humanos que estão famintos. Isso se comprova, a partir da análise feita pelo professor israelense, Yuval Harari, em seu livro “Homo Deus” que diz que é possível acabar com a fome do mundo quatro vezes com a comida desperdiçada em um dia. Portanto, se as pessoas tiverem um consumo mais consciente e empatia o suficiente para ajudar aos que precisam, quase nenhum alimento iria ser desperdiçado.
Diante dos argumentos supracitados, fica clara a relevância de uma assistência mais humanitária com os famintos. Diante disso, a Mídia deve alertar a população sobre o consumo de alimentos consciente para que não haja mais desperdício. Além disso, a ONU deve exigir que o Brasil por ter assinado a Declaração Universal dos Direitos Humanos cumpra com o prometido. Só assim, não haverá mais altos índices de fome mundial.