A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 17/11/2021
A Constituição Federal de 1988 determinou no artigo 6º que todo cidadão brasileiro tem direito a alimentação, saúde e assistência. No entanto, esse benefício não tem sido colocado em prática a todos os cidadãos quando se observa a questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores. Nesse sentido, observa-se um delicado problema, que tem como causas a desigualdade social vivenciada no país e grande parte da produções agrícolas serem objetos de exportação.
Primeiramente, é notável que grande parte da produção agrícola fabricada no país não é concentrada para a população. Prova disso, grande parte é utilizada para a exportação e torna isso outro fato motivador da fome. Isto é, em países com maior índice de fome que tem zonas rurais com agricultura mais desenvolvida. Tal como, de acordo com o site, “Toda matéria” regiões como Norte, Nordeste são onde esse problema é mais grave. Pela mesma razão, estados como Maranhão, Piauí, Amazonas, Pará e Acre estão em 60% dos habitantes que passam por dificuldades. Também, outro fator que agrava a fome no país somado aos produtos serem objetos de exportação, são a seca, as inundações, a destruição de lavouras provocadas por pragas e desastres naturais.
Em segundo plano, é importante ressaltar a má distribuição de recursos para a sociedade brasileira. Isto é, conforme pesquisas feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 7 milhões de pessoas convivem com a fome no Brasil. Além disso, a pesquisa publicada em 2014, constatou ainda que, em 2,1 milhões de domicílios, pelo menos uma pessoa passou um dia inteiro sem comer pela falta de dinheiro para comprar comida. É evidente que tal fator é resultado da notória desigualdade social, no qual diversas famílias vivem em situações de carência.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Seguidamente, o Ministério da Economia juntamente com o Ministério do Meio Ambiente deverão criar campanhas de arrecadação de alimentos por meio de projetos nas áreas de recepção dos alimentos, e fiscalizar as exportações para que assim não haja escassez de alimentos nas regiões mais pobres do país. Tal ação deverá incluir profissionais que validem a qualidade dos alimentos arrecadados. Dessa maneira, o que está escrito na Contituição irá preponderar.