A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 13/08/2021

A desigualdade e a fome no Brasil.

No Brasil, a fome já consiste em uma chaga social que interfere no pleno exercício de sua cidadania em um país marcado por uma história de profunda desigualdade social e uma séria banalização deste problema, que por muitas vezes é deixado de escanteio. É notável que manter uma alimentação de qualidade e regular, para muitos brasileiros, é uma realidade distante, quase um devaneio, deixados sem assistência devido a fragilidade das políticas públicas e mesmo com diversos recursos no país, ainda é observado que tal contrariedade só vem ganhando força, exigindo uma intervenção.

Devido ao aumento das desigualdades sociais, a erradicação da fome no Brasil se torna cada vez mas distante, deixando de ser debatida para se tornar algo habitual no cotidiano. De acordo com o Índice de Gini, o Brasil é o nono país mais desigual do globo, e a concentração de renda resulta numa grande parcela da população com menos que o essencial para ter uma qualidade digna de vida. O teórico Karl Marx, já trabalhava diretamente com desigualdade como resultado do desequilíbrio entre a burguesia e os trabalhadores, ocasionando o acumulo de capital e, por consequência, pessoas em situação de subnutrição sem recursos ou auxilio devido a falta de recursos para comprar seu alimento.

A falta de renda entre a população se agrava ainda mais quando o desemprego que afeta a Terra de Santa Cruz é posto a pauta, mostrando que 14,7% da população se encontram sem emprego, e se tem, a qualidade costuma ser precária e abusiva. Nos últimos anos, houve um corte substancial nos recursos de programas criados para auxiliar, como o Bolsa Família, o que gerou um aumento da miséria e subalimentação. Além disso, a política adotada é assistencialista e emergencial, não possibilitando ao individuo uma chance de ascensão social plena. Além disso, embora a sociedade brasileira seja vista como solidária, ela age de forma pontual, deixando de impor praticas efetivas para lidar com a falta de alimentação que abate a essa parcela menos favorecida.

Portanto, é necessária uma intervenção para atuar sobre a desigualdade social e a iniciativa dos governos estaduais e federal em atuar para promover politicas de segurança alimentar e atuação sobre o estado de pobreza extrema. Além disso, favorecerem para que aja criação de empregos e cuidar das politicas assistencialistas a modo de promover uma ascensão social das pessoas mais carentes. Em paralelo, toda a sociedade pode auxiliar, ajudando em projetos de ONGs e projetos sociais voltados a pessoas carentes, cumprindo assim o real papel como cidadão e possibilitando que outros indivíduos se sintam inseridos nesse pais vasto que é o Brasil.