A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 14/08/2021
Segundo a Declaração Universal dos Direitos humanos, todos os seres humanos nascem iguais em dignidade e direitos. Contudo, não é o que acontece na atual sociedade brasileira, uma vez que a questão da fome ainda é um problema recorrente motivado, principalmente, pela desigualdade social e negligência do Estado.
A princípio, vale destacar que um dos motivadores desse problema é a desigualdade e segregação presente na sociedade. Tendo em vista, que muitas pessoas trabalham cerca de 12 horas todos os dias por um salário miserável que deve ser o suficiente para sustentar e alimentar uma família inteira. Em contrapartida, poucas possuem mais que o suficiente para alimentar dezenas de famílias. Sobre isso, cabe citar a ideia defendida por Martin Luther King: “A injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo lugar”. Sendo assim, pode-se inferir que a desigualdade social é um fator chave para a persistência da fome.
Além disso, também é importante frisar a negligência do Estado em relação às pessoas de baixa renda, como um dos fatores que leva à fome. Desse modo, é cabível a este contexto a premissa de Aristóteles de que o Estado tem a função de preservar o afeto social. Sob este viés, é possível perceber que o governo é ineficiente na geração de novos empregos e melhor qualidade de vida da população, o que leva ao maior número de indivíduos paupérrimos. Logo, compreende-se que é dever dos governantes garantir os direitos e dignidade da nação.
Portanto, o Estado deve ser responsável pela geração de renda da população por meio de novos empregos. Isso deve ser feito com o investimento em novas empresas, resultando em oportunidades de trabalho diminuindo a desigualdade social e erradicando a fome no Brasil, garantindo o postulado do 1° artigo da Declaração Universal dos Direitos humanos.