A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 15/07/2021
“É preferível morrer pelo fogo, em combate, a morrer em casa, pela fome”, dizia Fidel Castro, revolucionário cubano que presidiu seu país por mais de 40 anos. Sendo assim, Cuba, Estado que possui alto índice de desenvolvimento humano (IDH), comparado aos seus vizinhos da América Latina, é referência internacional no que diz respeito ao combate à fome, diferente do Brasil, que deixou de ocupar esse posto há um tempo. Nesse sentido, o contínuo desmonte das políticas públicas e sociais protagonizadas pelos atuais Chefes de Estado do país, é um dos principais fatores que contribuem para que indivíduos famintos ressurjam exponencialmente no Brasil, o que precisa ser revertido.
A princípio, no período em que Luiz Inácio da Silva Lula (PT) foi presidente do Brasil (2003 - 2010), inúmeras medidas foram tomadas para que o país deixasse o mapa da fome da ONU (Organização das Nações Unidas), no qual era inserido, com a implementação de programas sociais de auxílio à população mais pobre, tais como “Bolsa Família” e “Fome Zero”. Dessa maneira, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 82% da fome no Brasil foi erradicada no período de 2003 a 2013, fazendo então com que o Brasil deixasse o ranking da ONU. Assim, é possível afirmar que, programas sociais, são indispensáveis em uma República, cujo objetivo é de minimizar a desigualdade social presente na sociedade.
Entretanto, mediante uma crise econômica que abateu o país da metade para frente da década passada, para que tal divergência pudesse ser controlada, gastos do governo federal tiveram que ser cortados, o que incluía o orçamento destinado aos programas auxiliares. Logo, a ocorrência gerou muita polêmica, pois, após a suspensão parcial das expensas com auxílio, além do índice de fome ter aumentado, muito se questionou o fato do Estado ter mantido, de forma integral, programas que concedem privilégios a classes dominantes, como a de empresários e a de militares, que, por sinal, geram enorme prejuízo aos cofres públicos. Conclui-se que, é uma questão de prioridades; na lógica capitalista, para um sujeito que ocupe o topo da pirâmide social, coma ao menos três vezes ao dia, é preciso que quem esteja na base, careça de refeições.
Em suma, é preciso que se dê maior valor aos projetos sociais de auxílio aos miseráveis, pois, além de minimizarem as desigualdades, tendem a aquecer a economia interna do país. Então, cabe ao governo federal, promover um balanceamento fiscal, de modo que se redistribua as verbas do Estado, sendo as de projetos sociais, consideravelmente maiores do que as que visam acobertar banqueiros e servidores do exército. Afinal, repartindo o crédito a benefício dos mais pobres, é possível que se alcance um modelo de sociedade mais justo e igual a quem realmente precisa.