A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 14/07/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a questão da fome no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão eminente. Todavia, para que haja uma reversão desse quadro, faz-se imperiosa a análise de fatores como a ausência de medidas governamentais e desigualdade social.

Diante desse cenário, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a fome no Brasil. Nesse sentido, é imperativo pontuar que a população brasileira carece com a fome diariamente, pela falha de planejamento financeiro de cada Estado. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como à alimentação que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a desigualdade social como propulsor da fome no Brasil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 25,4% da população vive na linha de pobreza, e o maior índice se dá na região Nordeste, onde 43,5% da população se enquadra nessa situação. Diante do exposto, é necessário salientar que em todos os casos, a pobreza tem maior incidência nos domicílios no interior do que nas capitais, o que mostra não só os problemas climáticos que acometem a região, como a seca que ameaça a agricultura, mas também o descaso com a população nordestina com a falta de planejamento de recursos emergenciais. À vista disso, são necessárias medidas para se obter uma melhora para essa parcela da sociedade.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se enfrentar esses obstáculos referente a fome no Brasil. Para isso é imprescindível que o Ministério da educação, junto as secretarias estaduais e municipais, por intermédio das escolas, devem promover palestras e projetos sociais com arrecadação de alimentos, com auxílio da mídia para divulgação do projeto, a fim de orientar alunos e alertar os alunos sobre a situação da fome no país. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.