A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 12/07/2021

No filme da Netflix ‘’ O Poço”, o qual se passa em uma estrutura vertical, aqueles que estão em cima se alimentam bem, enquanto aqueles que estão embaixo passam fome. Fora da ficção, essa é a realidade brasileira, em que a questão da fome é motivada pela concentração fundiária e pela desigualdade social.

Primordialmente, a concentração fundiária provoca a redução dos alimentos destinados ao consumo da população brasileira. Deste modo, segundo o IBGE, 23% das propriedades agrícolas pertencem a 77% dos proprietários, as quais são destinadas para a agricultura familiar – cuja produção é voltada para o mercado consumidor interno. Sendo assim, a concentração fundiária agrava a questão da fome, pois a menor parte das terras são destinadas para o consumo da população.

Além disso, a desigualdade social dificulta o acesso aos alimentos para as camadas sociais mais baixas. Sendo assim, aqueles que possuem capital, camadas mais altas, conseguem maior acesso aos alimentos, como ocorrera no Governo de Floriano Peixoto. Seguindo esse raciocínio, nesse governo, no século XX, o Brasil fora acometido por uma grave inflação, a qual aumentou a fome da população pobre que, devido à alta dos preços, ficou impossibilitada de comprar alimentos.

Portanto, cabe ao Estado atenuar a questão da fome. Desta forma, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) deve diminuir a concentração fundiária, através da promoção de uma reforma agrária, a qual deve conceder assistência, para os assentados mais pobres, na forma de insumos agrícolas. Ademais, o Ministério da Fazenda deve diminuir os preços dos alimentos destinados ao consumo interno do país, por meio da retirada dos impostos sobre esses, como ocorre nos Estados Unidos. Destarte, tais medidas têm por finalidade a diminuição da questão da fome e seus motivadores.