A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 12/07/2021

Prato principal: fome

O enfrentamento da fome no Brasil é uma batalha travada há muitos anos e que, mesmo com resultados positivos quando comparados aos de anos atrás, não chegará a um fim enquanto medidas não forem adotadas para reduzir monoculturas e viabilizar os cultivos familiares.

É sabido e, infelizmente sentido, pela população, que o custo dos alimentos vem aumentando a níveis estratosféricos, em contrapartida à remuneração dos trabalhadores que ainda têm seus empregos. E num país como o Brasil, uma potência agrícola, falar sobre escassez de alimentos é algo quase herético, mas, ainda assim, a fome assombra cerca de 7 milhões de brasileiros, segundo a pesquisa mais recente do IBGE, em 2014.

E muito disto se deve ao fato de que grande parte do que é produzido já está vendido antes mesmo da colheita, sendo destinado aos países desenvolvidos, como ocorre com a soja. Segundo o último Senso Agropecuário do IBGE, de 2017, 41% das terras nacionais era destinada à produção agropecuária, frente a menos de 9% das agriculturas familiares.

Enquanto os cultivos menores, destinados ao fornecimento de alimentos para regiões próximas, é engolido pelos grandes latifúndios, a população brasileira perece para que os países desenvolvidos cresçam mais.

Durante a conferência RIO+10 da ONU estabeleceu-se como objetivos do desenvolvimento a redução da fome, com implementação de agricultura sustentável, e o estímulo às parceirias promovendo, entre outros, os sistemas de comércio multilateral.

Tendo isto em mente, o caminho para extinguir a fome no Brasil perpassa por estabelecer prioridades à subsistência nacional, favorecendo pequenos produtores que cultivam de forma ecológica e permitindo que esses cultivos cheguem às populações menos abastadas sem os encarecimentos de intermediadores como mercados e empresas.