A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 13/07/2021

O jornalista Gilberto Dimenstein, ao produzir a obra “Cidadão de Papel”, afirmou que a consolidação de uma sociedade democrática exige a garantia dos direitos fundamentais de um povo. No entanto, ao observar o a questão da fome no Estado brasileiro, constata-se que esse direito não tem sido pragmaticamento assegurado na prática. Com efeito, é imprescidível enuciar o aspecto sociocultural e a insuficiência legislativa como pilares fundamentais da charga.

Em primeira análise, torna-se evidente a influência do fator sociocultural. Sob tal perspectiva, é oporturno assinalar que, conforme o pensador Émile Durkheim, a sociedade deve ser analisada de maneira crítica e distanciada do senso comum. Nesse sentido, a proposta do sociólogo pode ser aplicada quando se analisa como milhares de brasileiros não tem o que comer para sobreviver, numa maioria sendo na área rural, onde é produzido os alimentos. Destarte, discorrer criticamente essa problemática é o primeiro passo para consolidação de um país equânime.

Ademais, é cabível pontuar que a ineficácia das leis corrobora com a persistência da vicissitude. A esse respeito, o filósofo grego Aristóteles afirmou que o objetivo da política é promover a vida digna aos cidadões. Nessa lógica, a conjutura vigente contrasta o ideal aristotélico, posto que a população não tem, por seu completo, o direito básico de se alimentar corretamente e ficar sem comer nada em suas casas por longos períodos. Assim, medidas precisam ser tomadas pelas autoridades competentes, a fito de atenuar o revés.

Infere-se, portanto, que o imbróglio abordado necessita ser solucionado. Logo, a mídia, por intermédio de progrmas televisivos de grande audiência irá discutir o assunto com profissionais especialistas nessa área, com o objetivo de mostrar as reais consequências do problema, apresentar visão crítica e orientar os espectadores a respeito do impasse. Essa medida ocorrerá pela elaboração de um projeto estatal, em parceria com as emissoras de televisão. Em adição, o Congresso Nacional irá formular artigos jurídicos para intesificar a punição àqueles que violarem as leis contra a tese em questão. Feitos esses pontos, com a visão crítica de Durkheim e a justiça de Aristóteles, a sociedade brasileira deixará de ser uma comunidade de papel, como enfatizou Dimestein.