A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 12/07/2021

Segundo o geógrafo do século XVIII Thomas Malthus, a produção de alimentos cresce em uma função linear e a população aumenta exponencialmente. Isso significa dizer que, em algum momento, a quantidade de pessoas seria maior do que a produção de alimento e com isso haveria uma grande fome no mundo. Entretanto, no final do século XX, ocorreu a revolução verde, que proporcionou ao homem uma maximização da produção agrícola. Percebe-se com isso, que a questão da fome no Brasil não está relacionada à falta de alimentos, mas sim à concentração de renda e uma política de favorecimento de exportações.

Em primeiro lugar, vale destacar a baixa distribuição de renda existente no Brasil. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas, 1% da população brasileira tem cerca de 30% das riquezas encontradas no país. Ou seja, essa desigualdade dificulta o acesso a itens de sobrevivência básica a uma significativa parcela da população brasileira , ao lado que outras podem esbanjar de todas as regalias disponíveis pelo mundo moderno. Esse fato impede a compra de alimentos por aquele que não tem recursos financeiros o suficiente e por isso gera a fome.

Somado a isso, está o desenvolvimento de uma política de agricultura voltada para a exportação. Uma vez que, a maior parte da colheita é voltada para a venda em outros países, ocorre uma diminuição da oferta, mas a demanda continua a mesma, o que causa um aumento no valor dos itens básicos. Um exemplo desse processo foi no ano de 2020, em que um aumento no preço do dólar motivou a venda de commodities para fora do país, fazendo com que o preço do arroz aumentasse cerca de 20%, de acordo com Instituto de Pesquisa Ampliada. Nesse sentido, a população de baixa renda tende a ter dificuldade para aquisição de produtos, por não ter dinheiro o suficiente para comprar esses itens inflacionados, o que piora a situação da fome no país.

Portanto, medidas devem ser tomadas para mudar a questão da fome no país. Por isso, o Ministério da Economia, órgão responsável pela distribuição dos recursos federais, deve desenvolver projetos para amparar a população que não tem acesso ao alimento. Isso deve ocorrer por meio da compra de cestas básicas e sua distribuição à assistência social que encaminhará esses recursos aos desamparados, com o objetivo de sanar as deficiências alimentícias do brasileiro. Além disso, deve-se ampliar os impostos para a exportação de produtos agrícolas e com isso reduzir a inflação sobre eles, facilitando a sua compra.