A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 09/07/2021
Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e bem-estar, inclusive à alimentação. Conquanto, no Brasil, a fome é um problema notável, no qual há precariedade de alimentos para uma parcela da população, geralmente a mais pobre. Isso ocorre tanto pela desigualdade social, quanto pela falta de recursos hídricos.
A priori, é fulcral destacar a desigualdade social como fator agravante da problemática, pois, segundo pesquisa realizada pelo IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2018, 41,5% do total de famintos no Brasil, vivem no Nordeste e, como foi demonstrado na mesma pesquisa, essa região possui o maior nível de pobreza do país. Analisando os dados, é evidente a relação entre fome e pobreza. Além disso, de acordo com o pensador inglês Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar social, sendo, portanto, um dever para com a população garantir o acesso à comida. Porém, como foi comprovado anteriormente, isso não ocorre. Logo, é necessário que haja uma reposição dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, o Brasil é um país que necessita grandemente de seus recursos hídricos, sendo, por exemplo, 62% de sua energia produzida em usinas hidrelétricas e, não somente, também é essencial para a produção de alimentos. Entretanto, a crise hídrica no país tem causado dificuldades para a oferta de alimentos, já que, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), de cada 100 litros de água consumidos, 72 são usados na irrigação agrícola. Por conseguinte, o preço dos produtos aumenta, impossibilitando o consumo da população que já se encontra em estado financeiro precário. Assim, como o que foi dito pelo filósofo aleão Karl Marx, o Governo do Estado moderno é apenas um comitê para gerir os negócios comuns de toda burguesia, esquecendo-se dos problemas das camadas mais pobres da sociedade. Nesse cenário, é imprescindível que o Governo tenha um cuidado maior com essas pessoas.
Portanto, é mister que o Estado tome medidas para amenizar o quadro atual, a fim de diminuir o problema da fome no Brasil. Dessarte, faz-se necessário que o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), por meio de verbas governamentais, crie programas de distribuição de alimentos, gratuitamente, principalmente para as áreas onde há maior concentração de pobreza. Outrossim, também deve conter o básico para alimentar as famílias de acordo com o número de integrantes. Mediante essas ações concretas, poderá se cumprir os direitos garantidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.