A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 08/07/2021

A constituição cidadã de 1988 garante, mediante o artigo 6º, que todo cidadão tem direito à alimentação, assim como a outras necessidades básicas. Entretanto, a questão da fome se intensificou recentemente devido à ineficiência e à inexistência de políticas públicas relacionadas ao combate da fome no Brasil, ou seja, inconformidade com a carta magna.

Primeiramente, o PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) sofreu reduções drásticas em sua capacidade de subsidiar a agricultura familiar, o que levou ao encarecimento do produto agrícola nas prateleiras. Além disso, a existência de monoculturas de soja e trigo que focam no comércio exterior contribuem para o agravamento da fome em nosso país, já que esses alimentos são destinados quase que exclusivamente à exportação.

Outro ponto relevante é de que já existiu um programa social voltado às causas sociais denominado Fome Zero, que conseguiu reduzir significativamente a fome por intermédio da construção de restaurantes populares e a disponibilização de microcréditos para a população mais vulnerável. Contudo, os governos recentes descontinuaram o projeto, e os índices de fome voltaram a crescer.

Portanto, fica evidente que cabe ao Governo Federal instituir medidas políticas que apliquem uma taxa de retenção relacionada à exportação de produtos agrícolas, de modo que os alimentos retidos sejam comercializados no Brasil. Outrossim, deve-se aumentar o incentivo financeiro ao agricultor familiar através do PRONAF, uma vez que a agricultura familiar é reponsável por grande parte do que é consumido no Brasil. E, paralelamente a isso, implementar um novo programa social que tenha uma finalidade semelhante ao supracitado Fome Zero, e que não seja abandonado enquanto houver fome no Brasil.