A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 07/07/2021
A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - prevê que todos os cidadãos têm direito a alimentação de qualidade. No entanto, quando o assunto em pauta é o problema da fome no Brasil, percebe-se que esse direito não é vivenciado e colocado em prática. Desse modo, é necessário entender os principais fatores agravantes desse problema: a pobreza que no Brasil se faz presente e a precária distribuição dos alimentos.
Cabe salientar, inicialmente, a situação alarmante de extrema pobreza no país. Segundo dados do Ministério da Cidadania, 39,9 milhões de pessoas vivem em condições economicamente precárias. Diante disso, a alta taxa de desemprego e o elevado preço dos alimentos torna ainda mais dificultoso o acesso à alimentação pela população carente, visto que milhões de famílias possuem renda per capita de até 89 reais por mês. Contudo, esse óbice pode ser amenizado com o poder público cumprindo seu papel garantindo a melhoria na qualidade de vida dessas pessoas.
Além disso, outro ponto relevante a ser debatido é a deficiência no sistema de distribuição dos alimentos. Com a Revolução Verde foi possível colocar as práticas e técnicas das fábricas industriais no meio rural e, assim, aumentar a produção de alimentos. Todavia, o problema não se assenta na expansão de produção alimentícia já que o Brasil é um grande produtor, e sim na sua má distribuição e a falta de vontade política para solucionar tal problema. Logo, faz-se necessário a reformulação dessa postura estatal.
Em suma, urge que o Ministério da Cidadania, por meio das Organizações Não Gorvenamentais (ONGs), proponha a melhoria do projeto Fome Zero criado em 2003, elaborando um programa de empregos para as famílias com renda menor que um salário mínimo, sejam alfabetizadas ou não, além de avaliarem o preço dos alimentos e propor sua queda. Ademais, é imprescindível a melhoria na distribuição dos alimentos, colocando nas cidades onde a fome atinge um nível crítico, restaurantes que distribuam marmitas gratuitamente. Espera-se com essa ação, que a qualidade de vida seja prioridade do Estado e que os termos da Constituição possam enfim ser realidade nacional.