A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 12/07/2021

A fome sempre foi um dos maiores problemas para os seres humanos combaterem, no entanto, com o advento da revolução industrial e as subsequentes revoluções na ciência, o número de esfomeados tem decrescido no mundo e tem quase zerado nos países desenvolvidos. Apesar disso, ainda 7 milhões de pessoas passando fome no Brasil, de acordo com o IBGE, o que é consequência de um estado ausente que não tem o combate à fome e à pobreza como objetivo principal.

Primeiramente, o Brasil é perfeitamente capaz de produzir alimentos o suficiente para sua população. O país é um dos maiores produtores agrícolas do mundo, possuindo uma enorme quantidade de terras aráveis, no entanto 77% dessa terra é posse de latifúndios que produzem principalmente para a exportação, de acordo com o IBGE, enquanto a agricultura familiar que é responsável por 70% dos alimentos consumidos internamente, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, possui apenas 23% das terras. Ou seja, as terras são mal utilizadas, elas são concentradas nas mãos dos latifúndios que não alimentam os brasileiros, enquanto a agricultura familiar que de fato os alimenta tem espaço limitado.

Além disso, as regiões menos desenvolvidas economicamente têm maior dificuldade para combater a fome. Em áreas do nordeste em que predominam a caatinga, a produção de alimentos é dificultada pela escassez hídrica, o que só pode ser revertida por obras que requerem grande investimento, como a transposição de rios e os governos dessas áreas não têm dinheiro para fazer esses investimentos. Ou seja, algumas áreas do país, precisam de ajuda federal para combater a fome e nem sempre o governo federal se dispõe para ajudar, resultando em locais perpetuamente incapazes de produzir alimentos suficientemente.

Em suma, a fome é um grande problema que persiste porque o estado brasileiro não faz o suficiente, permitindo a exportação de alimentos quando milhões passam fome e não investindo para desenvolver as regiões mais pobres que são mais afligidas pela fome. Logo, para combater isso, o governo federal deve, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário, fazer uma reforma agrária, desconcentrando as terras das mãos dos latifundiários e as distribuindo para a população, habilitando o desenvolvimento da agricultura familiar que é responsável pelo consumo interno de alimentos, assim como promover projetos de investimento de  obras de infraestrutura que favoreçam a produção agrícola nas regiões subdesenvolvidas do país, por meio do BNDES, o Banco Nacional de Desenvolvimento.