A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 13/08/2021

Os versos de Drummond “No meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho” ensejam uma reflexão: a fome se configura como uma “pedra” no caminho para um país com direitos mais igualitários. Nesse sentido, a má distribuição de renda, aliada a superpopulação potencializam essa questão no Brasil. Dessa forma, cabe discutir as consequências dessa problemática no país.

A princípio, vale ressaltar o efeito motivador que a má distribuição de renda tem sobre a questão da fome. Nesse contexto, parafraseando o pensador brasileiro, João Carlos, o problema da desigualdade social não é a falta de dinheiro para muitos, e sim o excesso na mão de poucos. Dito isso, percebe-se que nem toda a população tem a possibilidade de viver em boas condições. Nesse viés, enquanto uma minoria da sociedade tem acesso a bens essenciais e não essenciais, muitos não têm condição de sequer comprar alimentos. Assim, com essa disparidade econômica, muitos que não tem condições nem para se alimentar podem desencadear sérios problemas de saúde, como desnutrição, raquitismo e anemia, por exemplo.

Outrossim, é fato que a superpopulação fortalece o problema da fome no país. Nessa perspectiva, segundo notícias da plataforma digital G1, o número de habitantes no Brasil tem aumentado cada vez mais. Isso posto, quanto maior a quantidade populacional menor é a chance de alimentos disponíveis para todos. Sob esse prisma, essa questão se potencializa sobretudo em áreas rurais e distantes, onde há maior dificuldade em ter uma boa logística de produção, estocagem e distribuição. Então, com o aumento populacional, a comida começa a se tornar privilégio, a partir do momento que começa a faltar. Dessa forma, a fome pode ter efeito inclusive sobre a dignidade do indivíduo, que passa a não ter seu direito à alimentação.

Infere-se, portanto, que a má distribuição de renda e a superpopulação são fatores motivadores sobre a fome no Brasil. Logo, é basilar que o Ministério Público promova programas de alimentação das pessoas, por meio da construção de restaurantes com preços mais acessíveis, além de projetos sociais, como o Bolsa Família, com o fito de proporcionar a todos os cidadãos uma alimentação digna. Dessa forma, as “pedras” no caminho para uma sociedade mais igualitária podem ser retiradas.