A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 17/06/2021
No Brasil, a fome é um problema que assola grande parte da população carente há anos. Ainda que algumas iniciativas tenham sido tomadas para erradicá-la do país- como, por exemplo, o programa “Fome Zero” criado pelo Governo Lula no ano de 2003-, o persistente entrave afeta cerca de sete milhões de brasileiros. Nesse sentido, deve-se analisar de que maneira a disparidade socioeconômica e a recente pandemia de Covid-19 motivam a questão.
Sob esse viés, é necessário ressaltar que a fome está enraizada na desigualdade social. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil é o nono país mais desigual do mundo. Assim, grande parte da população não tem o que comer, pois a maior parte do dinheiro do país pertence a milionários. Dessa maneira, o país reafirma a máxima capitalista de que uns precisam passar fome para que outros possam acumular fortunas.
Ademais, deve-se ressaltar que a pandemia do novo coronavírus foi uma impulsionadora do problema no Brasil. De acordo com o IBGE, o índice de desemprego que era de 11,6% em fevereiro de 2020, saltou para 14,4% em fevereiro de 2021. Nesse contexto, a tendência é que ainda mais brasileiros apresentem algum tipo de insegurança alimentar, já que milhares perderam seus postos de trabalho. Assim, a crise sanitária potencializou o impasse preexistente.
Depreende-se, portanto, que a problemática da fome no país é agravada pela desigualdade socioeconômica e pela pandemia de Covid-19, devendo ser combatida. Para isso, é imprescindível que o governo federal, por intermédio de políticas públicas- realizadas a partir de parcerias com setor privado-, forneça auxílio financeiro àqueles que sofrem com a insegurança alimentar, a fim de que a questão seja solucionada no país. Assim, menos brasileiros precisarão se preocupar com o que comer.