A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 08/07/2021

O direito a alimentação é assegurado a todos os brasileiros pelo artigo 6º da Constituição Federal de 1988. Apesar disso, 116 milhões de brasileiros ainda encontram-se em situação de insegurança alimentar, como mostrado por pesquisa realizada pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional em dezembro de 2020. Dessa forma, percebe-se que a questão da fome no Brasil tem fatores motivadores, em que se destacam a desigualdade social no país, além da falta de difusão de informações sobre programas de auxílio alimentar que existem em solo nacional.

Em primeiro lugar, pode-se pontuar que de acordo com o índice GINI, que mede o nível de desigualdade social de um país, o Brasil está entre os dez países mais desiguais do mundo. Dessa forma, percebe-se que a desigualdade acaba por acentuar fatores como a fome, de modo que algumas pessoas acabam desperdiçando alimentos, enquanto outras precisam passar dias em jejum por não conseguirem comida todos os dias.

Em segundo lugar, traz-se em questão a existência da agricultura familiar, responsável por produzir 75% dos alimentos consumidos pelos brasileiros de acordo com dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Sabendo disso, pode-se pontuar que a agicultura familiar possui diversos programas que a incentivam, tais como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar e o Programa Nacional de Crédito Fundiário. Sendo assim, caso programas como os citados fossem difundidos de forma mais extensiva, ainda mais famílias poderiam tomar parte na agricultura familiar, levando assim alimentação para a própria mesa além de colaborar com a economia nacional.

Levando em consideração os pontos citados,  percebe-se que a desigualdade social é um grande motivador da fome no Brasil, dessa forma cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social criar um novo programa social. O programa citado contaria com a realização de pesquisas de campo para diagnosticar famílias que passam por necessidades alimentares de forma a fazê-las tomar conhecimento sobre como participar de programas de auxílio à agricultura familiar, de forma a alocá-las nesses projetos e consequentemente produzir alimentos para a própria família, reduzindo assim a fome no Brasil, além de gerar maior economia com a oferta simultânea de alimentos e empregos a mais pessoas.