A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 17/06/2021
A Teoria Malthusiana, do século XVIII, apontou como poderia haver falta de alimento para a população mundial, sobretudo para os países mais carentes. No entanto, essa previsão não se consolidou, uma vez que o avanço tecnológico no campo aumentou a produtividade e alcançou o crescimento vegetativo. Embora a produção alimentícia consiga suprir a demanda, países subdesenvolvidos, como o Brasil, não conseguem alimentar toda sua população. Isso porque os salários baixos, pagos à maior parte das pessoas, os impendem de comprar alimentos que garantam a sua subsistência, o que gera uma situação grave de insegurança alimentar.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar que a fome está intrinsecamente ligada ao poder aquisitivo do cidadão, e, se mesmo trabalhando, ele não consegue se alimentar é porque há um problema social grave. Assim, de acordo com O Capital, livro escrito pelo filósofo Karl Marx, haverá um momento em que o proletariado não aguentará mais esse descaso, por parte dos empresários e do governo, e fará uma grande revolução com o objetivo de suavizar o cenário atual. Com isso, percebe-se que o Brasil vive sempre em situação de instabilidade política, visto que ele não garante os direitos básicos aos cidadãos, como o de se alimentar.
Além disso, nota-se uma profunda desigualdade no país, uma vez que o trabalhador que mais passa fome é justo aquele que produz o alimento. Nesse sentido, segundo dados do IBGE, uma fome brasileira atinge 7 milhões de pessoas, 6,3% na zona rural e 3,1% na zona urbana. Dessa forma, fica claro a necessidade de políticas públicas que visem acabar com a fome por meio da oferta de emprego com salários mais dignos à população, sobretudo no campo onde a fiscalização trabalhista não se faz eficaz.
Portanto, é mister que o Estado tome providências a fim de amenizar o quadro atual. Para que o povo tenha plenas condições de alimentação digna, urge que os Ministérios do Trabalho e da Agricultura criem propostas de aumento salarial tanto para o trabalhador urbano quanto para o rural, além da ampliação da fiscalização trabalhista no campo. Assim, o Poder Legislativo votará políticas públicas calcadas no trabalho, que é a melhor forma de ajudar a população, com emprego e salário digno. Somente assim, o cidadão terá a sua subsistência garantida e alcançará o estado de bem-estar social.