A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 14/06/2021
A Constituição de 1988, documento de maior importância do país, prevê, em seu artigo sexto, o direito à alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores, seja pela carência estatal em prover medidas que facilitem o acesso da população pobre à alimentação, seja pela desigualdade socioeconômica ainda persistente na sociedade brasileira. Desse modo, faz-se necessária a ánalise dos fatores que favorecem esse infeliz quadro no Brasil.
Dessarte, é válido analisar a ineficiência governamental em apresentar projetos que promovam a alimentação da população em extrema pobreza. Nesse sentido, o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, porém, essa alta produção é voltada, principalmente, para a exportação, por ser mais lucrativo, e não para o mercado interno brasileiro que, por ter menos alimento disponível, apresenta uma alta nos preços dos produtos e ,consequentemente, uma grande parcela da população no mapa da fome. Essa conjuntura, de acordo com os pensamentos de Thomas Hobbes, configura-se como uma violação do Pacto Social, já que o Estado não cumpre a sua função de garantir o bem-estar e os direitos fundamentais da população, o que infelizmente é evidente no Brasil.
Ademais, é importante ressaltar a desigualdade socioeconômica presente na sociedade brasileira como impulsionador da problemática. Nesse contexto, o longo período de escravidão no Brasil, cuja superação aparente dependeu mais da importação massiva de mão de obra europeia do que da inclusão do negro na sociedade, marca todos os fatores que fazem com que o país seja um dos mais desiguais do mundo. Desse modo, a marginalização da população negra e pobre para além dos centros urbanos os impediu de ter acesso à direitos básicos de extrema importância para a ascensão social, afetando, majoritariamente, sua qualidade de vida já que ficaram dependentes dos precários serviços públicos, como, por exemplo, acesso à educação de qualidade, impressíndivel, atualmente, para a incersão no mercado de trabalho. Logo, é inadmíssivel que tal cenário continue a pendurar no Brasil.
Urge, portanto, que a questão da fome e seus motivadores sejam combatidos no Brasil. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação, organização responsável pela administração do sistema educacional brasileiro, por intermédio da concessão de verbas, melhorar a educação pública brasileira, no que se diz respeito à infraestrutura das escolas, incersão da tecnologia e a utilização eficiente do tempo em sala de aula, a fim de que, dessa forma, seja possível garantir uma educação que prepare de forma apropriada os estudantes, promova a plena construção do conhecimento e a sua ascensão socioeconômica. Assim, a fome poderá ser combatida no Brasil.