A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 25/07/2022
A obra literária “Utopia”, produzida pelo escritor inglês Thomas More, retrata uma sociedade perfeita, em que a cidadania e a efetividade do Estado são primordiais para essa nação ideal. Fora da literatura, ao observar a questão da fome em tempos de pandemia, nota-se que a idealização de More não é cumprida, visto que a população permanece imoral e sem ação. Nesse viés, vale destacar as necessidades básicas de alimentação do povo brasileiro e a falta de comprometimento com o próximo, assim, se distanciando de um local como a “Utopia”.
Primeiramente, segundo o G1, cerca de 19 milhões de brasileiros acordam sem saber se irão ter alguma refeição durante o seu dia. Estão à mercê da sorte, essa situação já existe a bastante tempo, mas com a pandemia esse número teve um grande crescimento, criando assim um maior número de brasileiros com alimentação precária. Com a quarentena, muitos ficaram sem poder trabalhar, ou até mesmo foram demitidos do emprego, com isso, não conseguiram arrecadar o seu “pão de cada dia”, e com o aumento da inflação os preços dos alimentos também aumentaram, deixando mais difícil a situação de quem tem baixa renda ou desempregados.
Além disso, é iminente a falta de comprometimento com o próximo, este mal afeta em grande escala o Brasil. Muitos indivíduos não ajudam os demais, passam por moradores de rua, crianças famintas, mulheres grávidas, idosos entre outros tipos de pessoas e não tem “um pingo” de compaixão, não ajudam os semelhantes, passam por eles, por mais que essas pessoas têm a condição de ajudar o próximo não fazem tal ação, e após passarem fingem que não aconteceu nada. Devido a tal tipo de ação que muitas pessoas padecem devido a fome e outras necessidades básicas do ser humano.
Portanto, é de suma importância o comprometimento com o próximo para mitigar essa problemática. Também é necessário que o Estado aumente a verba para distribuir alimentos a pessoas necessitadas e que os seres humanos tenham mais comprometimento com o próximo, para que os mais carêntes sejam supridos, com isso, nos aproximaremos da tão falada “Utopia”.