A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 15/07/2022
O artigo 6 da Constituição Federal de 1988 afirma que todo homem tem direito à alimentação. Contudo, sabe-se que a questão da fome é algo que deve ser discutido, ainda mais com os agravantes quadros que surgiram na pandemia. Nessa perspectiva, é preciso analisar dois entraves acerca do óbice apresentado, que são o desemprego e a má distribuição de renda no país.
Primeiramente, é válido abordar que no fim de 2020, 19,1 milhões de brasileiros conviviam com a fome e em 2022, são 33,1 milhões de pessoas sem ter o que comer, de acordo com os dados do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil. Nesse âmbito, vê-se que o desemprego foi uma das causas que alavancou o número de indivíduos que convivem com a fome. Nesse sentido, segundo o site O Joio e o Trigo, " a marca de 13 milhões de desempregados registrada pela última medição do IBGE contribui para que o cenário se agrave." Assim, percebe-se que a falta de trabalho leva à pobreza e, consequentemente, à fome. Sob essa ótica, nota-se que essa situação deve ser revertida urgentemente.
Por conseguinte, cabe analisar que a má distribuição de renda do país favorece, de forma intensa, a questão da fome no Brasil. Nessa conjuntura, mais da metade (58,7%) da população brasileira convive com a insegurança alimentar em algum grau. Isso significa que o país regrediu para um patamar equivalente ao da década de 1990, como diz a pesquisa da fonte “Olhe para a fome.” Dessa forma, pode-se observar que, no Brasil, somente 10% detêm quase toda a renda nacional, e com isso, constata-se que a maioria da população vive em condições de precariedade e necessita, urgentemente, que medidas sejam feitas para reverter esse péssimo quadro.
Portanto, é preciso mitigar a questão da fome no Brasil. Para que tal feito seja realizado, é de suma importância que o Poder Público junto às ONGs, como instituições de alta relevância para o país, faça projetos para arrecadar doações, por meio de campanhas para ajudar àqueles que se encontram em situações precárias. Além disso, é importante gerar mais empregos para que essas pessoas possam trabalhar e ter o valor para comprar os alimentos.