A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 17/11/2021

Assim como a pandemia de Peste Negra foi marcada por um cenário de crise alimentícia, a Covid-19 também possui essa problemática. Contudo, as causas são distintas, já que a escassez de alimentos não é uma causa no cenário atual. Nesse sentido, o aumento da fome é resultado da má distribuição de renda e da necessidade da ampliação de políticas governamentais.

Nessa perspectiva, a desigualdade social contribui para uma péssima destribuição de alimentos na sociedade. Seguindo essa linha, a Constituição Cidadã garante a alimentação como direito social. Entretanto, as informações apresentadas pelo Inquerito Nacional sobre Insegurança Alimentar constatam que mais de 55% dos brasileiros possuem dificuldades relacionadas ao acesso a alimentos. Desse modo, é notável que essa premissa constitucional não é plenamente executada, já que uma parcela significativa da população não tem condições de manter a necessidade da aquisição de produtos alimentícios, por isso ações devem ser tomadas para solucionar essa problemática.

Ademais, o estado deve intervir para que seja reduzido o número de pessoas que são afetadas pela insegurança alimentar. Sob essa ótica, o filósofo francês Jean Jacques Rousseau defende que o governo precisa garantir os direitos sociais na intenção de não quebrar o contrato social.  Logo, é fundamental que políticas públicas relacionadas à mitigação da fome existente no país sejam implementadas, em virtude do objetivo de atenuar a situação e ofecerer condições essenciais à sobrevivência em sociedade. Sendo assim, o estado atende os direitos previstos na Constituição e os brasileiros irão possuir uma segurança alimentar.

Portanto, a fome é uma problemática que está presente no Brasil. Nesse âmbito, cabe ao Governo realizar um projeto voltado ao combate desse problema, por meio da ampliação de recursos destinados a programas ofertados a pessoas em condições de vulnerabilidade social, tendo como objetivo reduzir a desigualdade e permitir que essa parcela da população tenha acesso à alimentação. Tal ação deve ser acompanhada de políticas públicas de geração de renda, como o aumento da oferta de empregos formais . Assim, será possível que os brasileiros tenham a possibilidade de realizar as refeições diárias.